“Chevalier Ardent 1 Le Prince Noir” e “2 Le Loups de Rougecogne” François Craenhals, 1970.

OK, eu acho que com o Craenhals ainda não levaste por isso é agora!
Monsieur François C. é o mais escola belga segunda geração que se pode encontrar, comigo começou com dois volumes só (Cavaleiro Ardente nº 5 e os 4 Ases nº 10, que eu nem sequer associei imediatamente). Educado nas trincheiras da “Tintin” é inicialmente um mui fiel seguidor do Hergé (vê-se muito bem nos “4 Ases”, mas lá chegaremos..) nos 4 Ases emula (quase ultrapassa) o mestre. Mas depois, já bem crescido, faz o próprio caminho, e esse caminho é o Cavaleiro Ardente.
O Craenhals era um medieval-buff e o Cavaleiro Ardente sendo assumidamente (vê-se no próprio nome) um aggiornamento do Príncipe Valente é algo completamente novo... antes de mais porque o Ardente é falho, não é perfeito desde a primeira página, é alguém mais real do que isso, que evolui, e que só por isso revela o pós-modernismo anos 70 da BD (o exemplo clássico é sempre o Blueberry do Giraud mas este também chega para as medidas), sempre a confundir-nos as espectativas entre uma honra suposta que se limita a respeitar os formalismos e uma, mais funda ou real, que justifica a desobediência aos formalismos com um bem maior...
espantoso é pouco.
Saquei um monte de volumes dos “4 Ases” e todos os do “Cavaleiro Ardente” e não me cabe um chícharo no cú, diria o teu amigo Hugo, bendita internet.

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