“もののけ姫” Hayao Miyazaki, 1997 (tb. “A Princesa Mononoke”).

Esta estava há mais de 20 anos a dever ao tio Hugo...

na altura, sem exposição nenhuma ao anime (descontando todas as Aventuras do Tom Sawyer e as Misteriosas Cidades de Ouro) quando ele nos veio vender a “Princesa Mononoke” foi a palhaçotice necessária... andei semanas e semanas a chamar “mõnônóke” (sim, sim, cada “o” com uma tonalidade milimetricamente diferente) a tudo o que mexia.

Depois disto tudo vi o “Castelo Andante” e essa imensa obra-prima que é a “Viagem de Chihiro” e há que tirar o chapéu a um absoluto mestre... este não sendo a enormidade poética filosófica e basicamente humana que é a Chihiro, anda lá muito perto... devo um pedido de desculpas ao tio Hugo (por mais que não desconsiga pronunciar Mononoke como “mõnônóke”); se não viste, vê:

https://www.youtube.com/watch?v=YOuG8m2RqOs

nada disto quer dizer que desculpe mentalmente o Miyazaki de ter roído a corda quando a loucura atacou o Charlie Hebdo, o senhor parece-me uma óptima criatura, mas quando a porca torce o rabo é que se vê e ele adornou... à distância, inexplicável e desnecessariamente.


 

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