“Immortal Egypt” Joann Fletcher, 2016.

Acabo de ver esta série documental que tenta o impossível: resumir 3000 anos de história do Egipto clássico em quatro episódios de 1 hora cada.
Primeiro ponto, esta Joann Fletcher tresanda ao tipo de académico que eu odeio (e que apesar de tudo por cá no burgo, se dá pouco.. só me lembro do José Hermano Saraiva e da Raquel Varela assim from the top of my head) o tipo que gosta mais do barulho das luzes do que de aturar alunos.. levantei-lhe a ficha e claro que tem uma descoberta bombástica mais bombástica que descoberta que acabou com ela banida temporariamente de escavar no Egipto.... Uma espécie de Mary Beard dos pobrezinhos do Egipto (a imitar-lhe os tiques todos) com a diferença que a Beard é mesmo boa.. mas isso é o menos, a académica mais cabotina que o Reino Unido consiga produzir nunca ultrapassará em chunguisse a estrela ianque de filme histórico que o History Channel arranja para apresentar os seus “documentários”...
Voltando à vaca fria... a SÉRIE É ESPANTOSA!!! Cola todos os bocados que eu já sabia pela ordem correcta, organiza a coisa cronologicamente (estamos a falar de 3000 anos volto a insistir) duma maneira legível, é estúpida quase dolorosamente bem filmado... claro que a apresentadora é irremediavelmente irritante e aparece demasiado, mas a cabrona sabe escrever um documentário histórico e acaba por conseguir fazer o que eu nunca vi ser feito antes: juntar todas as peças que um tipo vai apanhando ao longo de anos e anos... tenho a certeza que ter aulas com uma professora tão cabotina é insuportável.. como divulgação científica para a populaça, está espantoso!

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