“Holy Terror” Frank Miller, 2011.
Este
foi muito complicado e para mais li-o sem aviso nenhum da história complicada
deste livro, só soube depois de o começar a ler. O Frank Miller é um génio e
sobre isso não há discussão nenhuma, este livro surge-se-lhe como uma reacção
(extrema extremamente visceral) ao 11 de Setembro, é (assumidamente) um
trabalho de propaganda, para além de brutalmente violento mesmo pelos padrões
do Miller. O resultado é narrativamente duma islamofobia
tão violenta que a editora se recusou a publicá-lo debaixo da marca do Batman
tal como estava previsto, o Miller reformulou-o mas mesmo assim andou quase 10
anos para o lançar; depois disso caiu-lhe tudo em cima como seria de esperar e
realmente o livro é uma tripe muito muito negra onde se amalgamam muçulmanos e
terroristas, se defende abertamente a tortura, entre outras maravilhas.
Posteriormente o Miller veio pôr muitos grãos de sal
no trabalho embora se recuse a repudiá-lo sem mais dizendo que “não apago
capítulos da minha vida”, o que pelo menos é de homem.. Posto isto,
graficamente o livro tem partes mais “sujas” do que é costume (algumas mesmo
muito difíceis de seguir), mas como sempre com o Miller, a conta final é muito
boa e há momentos de absoluto génio pelo meio.

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