“Apoiar Israel para minorar a catástrofe” David Pontes, Público, 2023.
Não há grande ENORME MISÉRIA, que não seja passível de decorar com uma outra pequenina, diminuta, miséria.
O editorial do “Público” de hoje é um exercício raté de doublethink (e peço-te desculpa pela salganhada linguística, mas dói-me o cérebro, para além da alma, depois de ler isto 3 vezes com 2 horas de intervalo entre cada uma das vezes). É o fim inevitável de nos tentarmos convencer que “não! Os nossos sociopatas são muito mais bonitos que os sociopatas deles... são tão bonitos que à conta de privarem connosco, que não somos sociopatas obviamente, porque é que havíamos de ser, só porque apoiamos indiscutidamente uns dos sociopatas, os nossos, a ponto de gritarmos deves é gostar de sociopatas (os outros) sempre que alguém que aponta a sociopatia dos nossos; não! Os nossos não são tão maus como os outros, mais, como eu dizia, mesmo sendo sociopatas, os nossos, por conviverem connosco, que não somos obviamente sociopatas, são bem capazes de ficarem menos sociopatas... por isso temos de lhes apoiar a sociopatia agora, como temos feito desde antes da maior parte de nós termos nascido, indiscutidamente”.
É um exercício de ginástica mental em que o atleta parte todos os 206 ossos e quem assiste fica com uma luxação.
Eu já sabia que Israel e a Palestina eram um merdeiro a cada momento mais insolúvel aos 14 anos (o Quino já o sabia antes de eu ter nascido). Coisas como a que o David Pontes assinou hoje em nome de todo o jornal só me dão vontade de ir ouvir fado.
Foda-se lá o caralho!.

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