Galiza 2025 / 2026.

OK... muito rapidamente: fazemos daqui para cima com paragem em Albergaria-a-Velha para almoçar num frangueiro sul-americano onde tudo é temperado com piri-piri gringo... nada mau no fim, chegamos a Vigo, vemos as luzes e jantamos mexicano. Hotel não tem piaçaba.

Saímos depois dumas voltas para Pontevedra, o hotel ainda é melhor (e novamente não tem piaçaba, começo a achar MESMO estranho), apanhamos montes de frio e comemos polbo á feira (com o qual eu me reconcilio).

A tua irmã acorda completamente estragada (provavelmente gripe A) e sabe deus como conseguimos chegar a Santiago, mais frio ainda, tua mana de cama e eu passeio a tua sobrinha até ao Burguer King (só adolescentes à volta, momento mais medonho da viagem por 3 braças); hotel novamente sem piaçaba, agora sei que temos caso.

Dia seguinte, tua irmã acorda viva e alas para a rua apanhar frio e missa na catedral, fazemos missa toda de 1/2 hora e visitamos tudo e vemos o caixão e apalpamos-lhe as costas e tudo, almoçamos decente num sítio para a belle jeneusse local (como raxo mesmo sem pimentos) e seguimos no meio das festas de rua (estamos a 31 de Dezembro) no meio do frio até os churros e chocolate quente do Café Casino, eventualmente jantamos ramen e fartamo-nos de apanhar frio no Obradoiro entre o ska galego e a cobertura da tvGal (agora é A Galega) que consegue ser mais foleira que os piores momentos do Parque Mayer, literalmente os apresentadores passaram o ano a segurar embutidos empacotados do patrocinador... a Galega faz a CMtv parecer a Arte e eu não apanhava tanto frio para aí desde a Estónia.

Pequeno-almoço com todos os velhos betos portugueses que foram passar o ano a Santiago e ala para Ourense debaixo dum tempo miserável. Mes dames para o spa do hotel e eu lavo-me mesmo no quarto, jantar num italiano muito decente La Tagliatella, que eventualmente descubro que é uma cadeia (222 restaurantes em Espanha, estes catalães são uma máquina!)... vou entretanto dando os parabéns ao meu pai continuamente. Hotel não tem piaçaba e eu já nem sei o que achar...

Noite mal passada mas sobrevivível, desayuno, passeio e estrada para Allariz, compro aguardente, choro o Xordo transformado em gastropub (apesar de tudo mantém a bandeira republicana galega por cima) mas almoçamos no Portovello... o que é mágico e lindo e tanto ou mais que ir a um museu, eu como um solomillo que merecia beijos, a tua irmã um bacalhau que acordou em leite, até a porra das croquetas são boas. Depois estrada, nevoeiro mal entramos em Portugal, um castigo até Viseu, depois o castigo de 18 dezoito rotundas entre a autoestrada e o hotel. O José Alberto é renitentemente amigável, o hotel muito menos horroroso do que a tua irmã tinha ameaçado, apesar de em frente aos Jeovás (e tanto eu como a tua sobrinha termos pisado merda de cão mal saídos à porta). Jantamos muito bem no Porta 64, eu um competentíssimo Arroz de Carqueja, a tua irmã um bonito vegetariano, a tua sobrinha peito de frango. Manhã seguinte pequeno-almoço muito sério, os gringos invadiram a Venezuela e nós vamos olhar para o Grão Vasco, depois estrada para Lisboa e cá estamos.

Finalmente, a explicação para as piaçabas desaparecidas é quase simples:

https://tecnohotelnews.com/2025/10/escobilla-water-hoteles/

é que vivemos num manicómio a céu aberto!


 

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