O Imperador Louco e o tijolo.

É fácil olhar para o Donald I e ver um Calígula ou um Tibério (na sua básica incompetência, profundo sadismo e geral background de pedofilia predatória), mas esta pulsão do presente imperador para construir absurdos como o bendito salão de baile da east wing, o novo enorme Arco do Triunfo ou a possibilidade de espetar aquela fronha medonha no monte Rushmore (que na verdade é o que os ianques mereciam!) também faz dele um Quéops, um Luís XIV, um Napoleão III.

Os monumentos que a maltinha agora gosta de visitar e (os mais escolarizados) discordar sobre o estilo arquitectónico em que se enquadram, foram, à altura, necessariamente maiores e mais absurdos gastos de recursos públicos que uns pequeninos 400 milhões de dólares (que sejam o dobro do dobro) para o Donald I dançar os Village People.

O salão de baile se custar o dobro do dobro da derrapagem de orçamento em que vamos hoje é menos de 0,005% do PIB da gringa, isto é brinquedo comparado com a sepultura do Quéops que foi corveia sazonal para uma geração inteira de egípcios, Versalhes foi isto vezes 300 vezes e o populacho nem sequer fotos AI podia ver da coisa.

O nosso clássico é bonito antes de mais porque é velho, estas merdas medonhas do Trump de hoje estão a construir o gosto se não do amanhã, necessariamente do depois de amanhã. A única pergunta que me sobra é se, em havendo, os humanos daqui a 200 anos comprarão bilhetes para ver o Donald I’s ballroom e (os mais escolarizados) discutir se o estilo é tardo-império americano ou early-novo-chinês.
 

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