“Secrets d’Histoire s06 e07 Sarah Bernhardt, sa vie, ses folies” France 3, 2013.

A divina Sarah, a primeira star mundial que actua em todos os continentes. É tão absurdamente magnética que faz a Fedra em francês para índios e cowboys e um triunfo absoluto. Vive sempre em palco, opiparamente e falida, inventa o marketing de celebridade para sustentar as dívidas do filho inútil, a corte e a ménagerie que inclui cães, leões, escaravelhos e o jacaré (alligator) Ali-Gaga que morre por beber demasiado champanhe. Considerada, por demasiado magra, feia na época (há uma princesa que a visita e diz “elle n’est pas jolie, c’est pire”) quando os críticos teatrais não gostam, dorme com eles e vira as críticas. Na belle époque vai-se a Paris para ver a Torre e a divina Sarah, usa a fotografia, o poster e eventualmente o cinema como ninguém antes; em cima de tudo o resto ainda é uma escultora tão talentosa que encaniça o Rodin.

No momento em que morre, quando a notícia se espalha por Paris, todos os teatros interrompem o espectáculo simplesmente correndo as cortinas.
 

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