“Um Inimigo do Povo” Marco Martins, CCB, 2026.
A tua irmã comoveu-se, eu achei abaixo de péssimo.
Peça preguiçosa, auto-indulgente, exploitative, emocionalmente manipuladora e pior que tudo, chata! Esta treta do “teatro etnográfico” já era uma estucha à partida quando a malta se esforçava... agora é só alibi de malandros.
Peça de branco bonzinho para branco bonzinho... peça que não sabe donde vem, para onde vai e assim quase não faz mal não ter nada para dizer, e no fim os brancos bonzinhos da plateia batem muitas palmas e voltam para os bairros bem aquecidos e bem alimentados onde a bófia se mexe como quem pisa ovos.
Bófia que, CURIOSAMENTE, está completamente ausente duma peça sobre não sei o quÊ e não sei que mais segundo ouvi dizer à imprensa; aliás o Estado não participa para além duma narrada funcionária que tem de preencher papéis e mesmo essa abaixo da caricatura por interposta pessoa... isto é abaixo de mau.
Estou a escrever passados 5 dias e acho que estou mais zangado agora do que à saída da coisa, quanto mais penso mais me amofino não só com a vacuidade, mas com a completa auto-satisfação de todos os envolvidos, eu incluído.
No fim só não saí a fumegar porque aquele jegue, aquela mula sem cabeça, me mete o bendito coro do Tannhäuser do Wagner, que eu, francamente, achava impossível de se fazer sem ser ironicamente depois do Chico, e que em peça de branco bonzinho só me parece a quadratura do círculo: o máximo compositor nazi de banda-sonora a esta cagada muito aplaudida... e por isso saí a gargalhar; do ridículo e absurdo, mas a gargalhar.
Do Ibsen, só o título... não há paciência francamente!! Às vezes é de atirar palmas, outras ramos de flores para o palco;
desta vez só se fossem granadas!
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