“Bone Tomahawk” S. Craig Zahler, 2015.

Na sequência duma conversa sobre como o produtor deste se ter entretanto revelado um, se não autêntico pelo menos funcional, neo-fascista, lembraram-me esta velha entrada na lista.

O filme é muito bom: seco sequinho (a dever mais de meia dose ao “Último Viking”), pim pam pum, melhor que pão com manteiga se o pão for alentejano e a manteiga açoriana: tudo bate certo como um relógio de corda mantido ao seco e à sombra; não há pistola de Chekhov que não seja disparada; a seleção do elenco merece uma saca de Óscares se há Óscares para a escolha do elenco (acho que sim, não há? Casting?!).  

É (porque cria um “outro” dentro da Humanidade irreconhecível como humano) como dizia o Mildred, absurdamente racista. Oh sim, mesmo muito! A potência desse racismo subtextual impede-me (a mim) a fruição dos lados bons?.. nem por isso. Eu ‘tou a ver, e também o cheiro, mas só levo para casa o que me apetece. A obra de arte é complexa, também o espectador... houve uns antropólogos que foram mostrar o “Rambo III” a malta perdida no meio de África e havias de ouvir o que os humanos interpretavam daquele filme, ninguém saía anti-comunista... a realidade é rara, a arte complexa... havias de ver os humanos:

https://www.youtube.com/watch?v=0ZbwtHi-KSE


 

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