Discografia DCXXXII Søren Bebe.

De todas as óptimas professoras da óptima escola que foi a Fernão Lopes para a minha filha (...quem me dera ter tido aquelas professoras, quem me dera ter sido aluno numa escola assim, quem me dera um dia ser professor numa escola como aquela!) houve uma de que eu não gostei; não por lhe embirrar com a cara ou por uma mínima dissidência política (que no meu caso, que tenho péssimo feitio, me chegava e sobrava), mas porque sendo uma professora de dança era uma dançarina que não gostava o suficiente de música para a respeitar e eu, que sou definitivamente mais da música do que da dança ver-lhe os espectáculos das criancinhas mal amestradas (que já é dose à partida) ainda por cima a ouvir a pior versão trucidada duma canção dos Beatles por uns manhosos quaisquer do Youtube quando podíamos fazer o mesmo com a versão perfeita original e não como que os Beatles venham reclamar direitos de autor ao espectáculo de dança da 3ª classe do Fernão Mendes Pinto da Lisboa de 2017... mais certo erem vir os merdas que trucidaram os Beatles but I digress.. à terceira ou quinta vez lá aceitei mentalmente que era uma tarde de música merda enquanto tentava fotografar a minha muito específica cria no meio das outras criancinhas e tentava não ouvir o que estava a ouvir.

Mas.. surpresa das surpresas, há uma dessas vezes, que no meio da mediocridade musical habitual há uma que se me aminhoca na orelha. Escalo o programa e falo com a dita professora e levanto o nome da coisa. É uma espécie de música técnica, uma coisa duns discos que os dançarinos têm para treinar e que, pelo ar da prof, é ferramenta menor, pormenor de cenário.

Ainda é um bocado de escavação na internet mas eventualmente desenterro a coisa!

O moço é dinamarquês, muito do jazz mas volta e meia faz destes discos “técnicos” para a endurance dos bailarinos... duma maneira ou doutra, isto é música a sério:

https://www.youtube.com/watch?v=ldYVA-_2OPM


 

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