“Machines in Flames” Andrew Culp & Thomas Dekeyser, 2022.
Este era um documentário que eu queria ver estritamente por razões funcionais: é sobre um (achamos nós) colectivo anarco-ludita autoapelidado Comité Liquidant Ou Détournant les Ordinateurs (Comité para o Desvio ou Liquidação dos Computadores, que na sigla em francês CLODO tb se lê como um alcoólico sem-abrigo) que na Toulouse do início dos anos 80 profetiza que o desenvolvimento informático levará a uma sociedade de vigilância constante e completa... e começam a meter bombas na nascente indústria de integração informática para usos militares e policiais.
Estão activos durante menos de três anos, provocam uns valentes prejuízos e atrasos sem magoarem ninguém, redesaparecem na bruma sem ninguém nunca ser apanhado, apesar de às tantas terem todo o aparelho securitário francês à perna. A especulação é que eram poucos, muito politizados, ainda mais organizados e internos à indústria e que às tantas perceberam que não dava para voltar a pôr a pasta de dentes na bisnaga e sossegaram.
O filme em si é do mais irritante possível, pretensioso e chunga ao mesmo tempo, parece uma caricatura do que um analfabeto gringo acha que um filme francês é. Também não trás nenhuma novidade revelante à história que já conhecia.

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