Notas feitas.

“La Mémoire Collective” Maurice Halbwachs, 1950

este é o grande trabalho fundador do estudo da memória nas ciências sociais. Aluno do Bergson e do Durkheim, colega do Mauss, o tio Maurice começa tudo e avança bué, mesmo buééé. Socialista há muito, casado com uma judia, lá se vai aguentando durante a Ocupação, mas mesmo no fim é arrastado por um filho resistente e acaba por morrer em Buchenwald em 45.

 

“Como as Sociedades Recordam” Paul Connerton, 1989

a grande revisão, completar do Halbwachs com o corpo, a questão da performance, do rito, do esquecimento não como entropia mas como produção.

 

“Histórias de Vida – teoria e prática” Jean Poirier & Simone Clapier-Valladon & Paul Raybaut, 1983

livro essencialmente técnico, muito pouco preocupado com teoria e completamente pim-pam-pum como é que eu faço isto.. por gajos que sabem muito bem do que estão a falar; das coisas mais imediatamente úteis que já me passaram pelas mãos.

 

“Heart of Darkness” Joseph Conrad, 1902

este livro é uma coisa muito séria e negra e contaminante. É natural que o tenha recalcado de tal maneira que tenha feito a prateleira toda dos anglos e me “esquecido” dele.
 

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