“Um Compromisso Ético com a Educação” José Pacheco, 2018.

Tendo eu uma inata, intrínseca resistência, alergia, à autoconfiança carismática de todos os candidatos a gurus, característica que me protegeu inúmeras vezes de escorregar no erro, foi com ccuidadosíssima cautela que me aproximei do Pacheco.

Porque este Pacheco tem essa qualidade carismática de falar com uma certeza serena e absoluta, o que me espicha todos os pelos do corpo ao mesmo tempo; sendo que o que lhe ouvi em pessoa só me levou de concordância em concordância, o que é o perigo final nestes processos: é fácil reconhecer a banha da cobra quando a banha da cobra nos é azeda (demagogos como o Trump ou o Andrézito nunca me vão convencer porque o veneno deles me é amargo), o problema para a nossa capacidade de pensar individualmente é o carismático com quem concordamos... e por isso é que um Pacheco me é mil vezes + perigoso do que um Gustavo Santos (isso e o facto do Pacheco ter mais de 2 neurónios funcionais).

Mas tudo isto posto de lado... a análise e crítica do Pacheco é au point, o método e as fontes que o apoiam do melhor que já vi tanto na teoria como na prática, a queda quase mecânica para se escorar na poesia e filosofia só mo engraçam, a crença na absoluta aplicabilidade geral dá-me umas hesitações (mas pior do que está é difícil) e a fé numa iluminação sul-americana parece-me folclórica... mas isso é lana caprina: isto é um grande colega, com uns tomates de aço, que se me fartou de ensinar coisas sobre aquilo que eu faço. Dificilmente dá para pedir mais a outro humano.
 

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