“Borgia” 3ª temporada, 2014.

Série acaba bem mas à medida do que foi, ou seja, entre o sublime o atabalhoado: temos finalmente um equilíbrio entre Rodrigo, Lucrezia e Cesare, a quem damos um pontapé quando matamos o pai a dois episódios do fim. Tanto melhor quanto mais oníricas são as cenas (a do Francisco de Borja é maravilhoosa), tanto pior quanto mais históricas as queremos fazer: a do Michelangelo e do Leonardo à volta do David é mto triste, ñ foi o Leonardo a partir-lhe o nariz, foi o Torrigiano (vi-lhe um bom S. Jerónimo em Sevilha) e toda a cena é em Florença e nunca o Leonardo quis esculpir coisa nenhuma, mesmo assim menos parva que a do Fernando de Aragão e do Cisneros, este moço Mark Ryder morde alguma coisa mas não tem unhas para alguns contrabaixos que lhe dão, especialmente quando sem o Doman de paizinho. A Dychauk revela-se e revela-se, quanto mais lhe dão, mais faz, tal como o Cukic de Júlio, a Assumpta Serna de Vannozza, esta Marta Gastini de Giulia Farnese e o Diarmuid Noyes de mano e futuro Paulo III... eu do Art Malik como Gacet ou do Michael Byrne como Ercole d’Este nem digo nada... no fim ainda temos direito ao velho Posca (Nicholas Woodeson) a fazer de padreca espanhol cripto-judeu, só porque sim.

A coisa aguenta-se, entre trancos e barrancos, até ao fim. Tem uma magnífica cena final na leitura do testamento pelo Agapito, mas claro que temos de ser burros no fim e mandar uma fora (graças a deus tão pequena q facilmente ignorável). Com tudo iato, melhor coisa que já vi sobre os Bórgias, de longe:

https://www.youtube.com/watch?v=5A9tQyVsdeM
 

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