Notas feitas.

“On Agression” Konrad Lorenz, 1963

um livro para perceber violência entre humanos e é este.

 

“A PIDE / DGS na Guerra Colonial 1961-74” Dalila Cabrita Mateus, 2004

enoooooorme trabalho que explica muito bem a diferença da PIDE de cá da PIDE de lá, da relação e função da PIDE com e na tropa, do conceito de terrorismo de estado, do papel da PIDE na contrasubversão e na relação com a UNITA.

 

“As Côres do Império – representações raciais no império colonial português” Patrícia Ferraz de Matos, 2006

outro trabalho absurdo de grande... faz o pim-pam-pum do racismo nacional com áfrica e as minudências que se inventaram para melhor organizar a opressão. De maneira nenhuma esgota o produto de 500 anos de história, mas vai ser difícil pensar sobre isto sem o andaime que a Patrícia montou.

 

“História de Portugal XIII O Estado Novo II” João Medina, 1998

muito bom para a cosmética linguística do estado novo, paternalismo branco, histórias dos movimentos de libertação, relação tropa e colonos, APSIC...

 

“Os Anos da Guerra 1961 – 1975 os portugueses em África, crónica ficção e história” org. de João de Melo, 1998

possivelmente (fora o Lobo Antunes) a coisa mais funda sobre a guerra colonial; saiu discreto numa fase de colectiva bulimia memorial, mas é sempre um livro que, mesmo de soslaio, olho com respeito.

 

“Hombres y Machos – masculinity and latino culture” Alfredo Mirandé, 1997

eu, demasiado velho para as antiguidades masculinistas que entretanto se fizeram moda, mesmo quando era machistazinho nunca duvidei da necessidade dum olhar de género “para fora”. Este livro, já tardiamente é verdade (já tu eras nascida), foi o pontapé na cabeça para me fazer perceber que da necessidade do olhar de género “para dentro”.

 

“Princípios Elementares da Propaganda de Guerra – utilizáveis em caso de guerra fria, quente ou morna” Anne Morelli, 2001

é o que diz na lata! Enorme recolha e síntese de tudo o que precisas de saber antes de te meteres a ler seja o que for sobre conflito seja onde e quando for (isto inclui o jornal de hoje). Raras vezes vi tanto feito em tão pouco espaço e tão bem feito. A malta não precisa disto para estudar a guerra de 14-18 na perspectiva das mulheres sérvias, a malta precisa de ler isto para poder ver o telejornal sem ser envenenado.

 

“Festividades Cíclicas em Portugal” Ernesto Veiga de Oliveira, 1984

a Antropologia científica cá no torrão tem três paizões fundadores: o bonito Jorge, o carinhoso Benjamim e o fundo Ernesto... recopio as minhas notas e apercebo-me que não estão à altura da coisa (na altura estava à coca de pontos mto específicos), vou ter de o ler outra vez: uma sorte.

 

“The English Civil War – a people’s history” Diane Purkiss, 2006

isto é o tipo de História que deve ser ilegal ou qualquer coisa porque toda a gente a lê e adora porque se sente ligada a um passado com que tem ligações... por isso necessariamente é militantemente subestimada pela Academia; fora isso é uma puta duma obra-prima!
 

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