Os falsos concursos dos bifes.

E digo isto (até a parte dos “bifes” para distinguir em saco de boca larga os britânicos, ingleses galeses escoceses e às vezes até irlandeses, dos “ianques” norte-americanos ou do resto dos anglos deste mundo: australianos e kiwis, sul-africanos e simpatiquíssimos canadianos) com todo o amor e respeito do mundo, até porque... sou fã!
Todas as televisões nacionais funcionam como extensões, deixa-me dizer (para não parecer tão antigo) como expressões especialmente óbvias, das culturas nacionais: daí as miúdas se descascarem tanto na televisão italiana, a maquilhagem fazer todas as mulheres parecem travestis na televisão espanhola, toda a gente ter tão bom aspecto e haver montes de conversa e conversa e conversa na francesa, a loucura extremada ser absolutamente bipolar nos states e por cá sermos tão mansinhos e nunca ninguém se meter com o papa, a sôdona Amália ou a Nossa Senhora de Fátima e haver montes e montes de “reportagens” sobre tudo o que é festival onde se coma (a devoção que temos “ao comer” é a prova provada que o Camões e o Pessoa não se estavam só a tripar)...
Os bifes têm duas ou três quirks e uma delas é esta mania do falso concurso (já aqui foram aparecendo tipo aqui e aqui e aqui, mas que fora isso também vi aqui e aqui e aqui) uma coisa que é estruturada como um concurso televisivo normal (com equipas e pontuações e até prémios às vezes) mas em vez de termos concorrentes normais (civis diria eu, pessoas normais que mandaram o cupão e querem muito ir à televisão) temos comediantes profissionais que, mais do que ganhar, querem provar quão engraçados são.
Eu, enquanto “consumidor” não podia gostar mais... por mais que sejam sempre os mesmos 15 gajos (e quando digo “gajos” quero dizer gajos) são 15 muito engraçados.
Isto tudo a propósito de ter descoberto um de 2013, que claramente não foi um sucesso (tudo o que é um sucesso entre os bifes transforma-se numa instituição) do meu amigo Mitchell (com que já te moí aqui e aqui e aqui e aqui) este diário começa a transformar-se, como tudo na vida (é só dar-lhe tempo) em tecelagem.
Aqui faltava uma conclusão que atasse isto tudo num bonito lacinho, mas não havendo ninguém a pagar e, francamente, olhando para cima e vendo tudo o que já lestes... beijo aos vindouros!

Comentários