“Gunpowder” 3 episódios, 2017.
Mais ou menos mas mais para o mais que para o menos.
Como relato histórico dá aqui e ali uns valentes pontapés nos factos só porque sim, os bons velhos tempos da canina colagem britânica à historiografia foram de vez claramente. Ter o Kit e a Liv Tyler como protagonistas claro que não ajuda... o Kit é muito bom rapaz mas tem uma bela cabeleira em vez duma personalidade e como actor um só truque no saco: o ar de coitadinho; a Liv sempre foi mais bonita que outra coisa qualquer (claro que ao lado do Kit parece a Meryl Streep) mas aqui está especialmente fanada, cheia de maçãs do rosto e lábios inchados (cara de travesti) fui ver, tinha 40 anos, estas mulheres demasiado bonitas perdem a cabeça, fui vê-la agora, claramente tirou ou parou com aquilo, parece mais nova (e normal, da espécie a que pertence) em 2025 do que em 2017.
Mas metem-lhes ali umas valentes escoras a toda a volta: o Mark Gatiss, o nosso mau preferido de sempre (por mais que metade das vezes se esqueça da marreca muito específica que resolveu inventar para o Cecil), o Peter Mullan no jesuíta mais simpático desde o padre Gabriel do Irons e finalmente (mui ficcional) William Wade do Shaun Dooley que só rouba todas as cenas em que entra!
Série muito baratinha, muito escola mosqueteiro só se veste de couro e chapéu de caubói todo torcido (se eles vissem como estes janotas se vestiam até se lhes caiam os queixos ao chão) e como é a Bifa está sempre tudo extremamente húmido e até em frente à lareira os gajos têm bafo de frio. Óptima óptima fotografia, não há cena que não pareça um Caravaggio:
https://www.youtube.com/watch?v=CTvhvdbzoEY

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