“Warcraft” Duncan Jones, 2016.

Claramente com saudades de brancos na minha parte de consumo merda. Isto é um desperdício de talento por mais que eu desafie seja lá quem for a fazer melhor guião a partir da “obra original” (ainda por cima tão confiante que passa os últimos 20 minutos SÓ a mandar escadas à sequela).

Mas o Fimmel a fazer o seu melhor Ragnar pós-queimou-o-chip, o casalinho Cooper e Negga directamente do Preacher, o Ben Foster que já era bom no Six Feet Under e que aqui faz um papelão, o enorme Clancy Brown sempre a fazer um Kurgan, o Schnetzer do Pride a fazer de mágico... istp é um tamanho desperdício de talento que às tantas, e por debaixo dos efeitos-especiais cheira-se-me e tenho de ir ao IMDb para confirmar que sim, a Glenn Close (uncredited) também comprou uma casinha com as duas frases (e o dia e meio de maquilhagem que posteriormente foi afogado em pos-prod).

Em rigor não é ofensivamente mau e tenta fazer coisas com o que tem à partida. A estética é medonha, tão foleira como o pior da chinesa, mas como é bricolage da europeia (como sempre com os ianques brancos) ofende-me mais pessoalmente. Deixa-se ver, mas não o aconselho a ninguém.
 

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