Notas feitas.

“A Direita e as Direitas” Jaime Nogueira Pinto, 1996

o tio Jaime não é tão esperto como parece à chafarica do costume... isto como História tem porrada a levar por todo o lado, e nem sequer por não concordar, só porque por mais escorado que se faça em sonantes autoridades a verdade é que o chão está sempre torto, o Jaime não é nenhum Furet, é mais um brilharete local até demasiado facho para a classe dominante; a filha parece que vai pela mesma medida, aparentemente a mais orgânica e funcional era a Maria José... A única e solitária ideia interessante é a explicação pela qual é + fácil a união das Direitas que a das Esquerdas: as Direitas unem-se na exclusão do que não querem (a mudança) tanto quanto as Esquerdas não se conseguem unir na inclusão do que querem (as mudanças).

 

“Salazar, Hitler e Franco – Estudos sobre Salazar e a Ditadura” João Medina, 2000

isto é ainda melhor do que me lembrava, tenho de o ler outra vez só porque da outra tinha palas nos olhinhos e só levantei o que me interessava especificamente.

 

“As Farpas – o país e a sociedade portuguesa” tomo I José Duarte Ramalho Ortigão, 1887 – 1890

o velho reaça escreve!! Francamente, o velho reaça escreve mais que o Eça, porque escreve tanto como o Eça (tão brilhantemente venenoso) sem as maluquices de correccionismo masoquista a que este se entregava.... os brasileiros e ingleses do Douro, a descrição de Espinho (a piscina da magistratura), o almocinho no Porto para comprar o leque que junta Ramalho Ortigão, Eça, Antero, Guerra Junqueiro e Oliveira Martins... esta merda não existe.


 

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